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11 de Julho

 Seguimos. talvez não mais fortes do que antes, mas seguimos. Estava lendo sobre os  Milagres de Jesus e como cada um deles aconteceram para que ficasse bem claro que Ele era o Messias, o Cristo.  Há muitas igrejas e até pessoas que desfrutam de milagres, eu não duvido disso. O grande problema é que pra cada pessoa que vive um milagre, há outras centenas que nunca viveram um milagre. Não estou sendo cética, mas quantas pessoas eu conheço que morreram em decorrência de uma doença e quantas eu conheço que foram curadas da mesma doença? A conta não fecha. E o pior de tudo é como as pessoas olham para aqueles que assim como eu, frequentam uma igreja e ainda assim, não vivem esses milagres. São olhares de acusação, como se dedos estivessem me apontando e procurando meus erros ou pecados que me privam de tais milagres. Minha oração: Eu continuo crendo em Ti, meu Deus, ainda que as portas não se abram, ainda que os milagres não aconteçam, ainda que a figueira continue sem frutos...

Sobre a minha irmã

 Eu me lembro de cada palavra que disse no dia da sua despedida. Me lembro do último dia que fui visitar ela. Cortei suas unhas, fiz massagem em seus pés que estavam bem inchados. Me lembro da nossa infância juntas. Do dia em que ela entrou de bicicleta, dentro do bar.  Ela era a alma da festa. Falava alto, gostava de churrasco, música alta, Itaipava, pão de alho. Gostava de brigar com meu pai, era meio que a maneira que eles tinham de demonstrar amor. Outras famílias dizem eu te amo, se abraçam, mas eles não, eles brigavam , implicavam um com o outro. Ah! que saudade. Minha oração: Que a cada novo amanhecer, Deus traga consolo os meus pais, enxugue suas lágrimas, os conforte, os faça sorrir e continuar caminhando.  Amém. Tu és Deus em tudo.

O Primeiro dia por aqui

O luto é algo estranho. É algo doloroso. Ele tira seu apetite, seu sono, suas forças. Mas, além disso tudo, ele também  muda a maneira como eu enxergo o mundo, ainda que eu tente seguir sendo a mesma pessoa de um dia atrás, nada mais é como antes. O luto já tem caminhado comigo há mais de 3 anos, quando perdi minha irmã, mas escreverei sobre isso em outro momento. Ontem sepultamos meu cunhado. O conhecia há mais de 20 anos. Não éramos tão próximos, mas apesar disso, ele estava na família há tanto tempo que a sua partida causou muita dor. Dor em meus pais, em minhas sobrinhas, em minha filha e em mim. Foi tudo muito rápido, em menos de 2 semanas ele se foi. Tinha 44 anos e uma vida pela frente.  O que me tem tirado o sono é a dor que minhas sobrinhas estão sentindo. A Manu tem apenas 19 anos e já passou por tanta dor que ninguém da idade dela merecia passar. Ontem seu olhar estava tão vazio, literalmente quebrada. E eu sei que palavra alguma é capaz de trazer de volta o seu bri...